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sábado, 2 de abril de 2011



Vulcões de Marte em erupção

Ceraunius e Uranius Tholus, dois vulcões na superfície de Marte, voltaram a entrar em erupção, revelam imagens divulgadas pela ESA.


Imagens hoje divulgadas que foram captadas pela sonda Mars Express , missão espacial não tripulada da ESA -Agência Espacial Europeia , mostram em atividade os vulcões Ceraunius Tholus e Uranius Tholus, na superfície de Marte, que estavam supostamente extintos.
Os vulcões localizam-se no hemifério norte do planeta vermelho. O maior deles, conhecido como Ceraunius Tholus, tem 130 quilómetros de extensão e 5000 metros de altura. A cratera no topo da montanha tem 25 quilómetros de diâmetro.
Já o vulcão vizinho, Uranius, tem 62 quilómetros de comprimento e 4500 metros da base ao topo.
A superfície de Marte, muito castigada por meteoros, está repleta de crateras.
O maior vulcão de Marte é o Monte Olimpo, com 25 mil metros de altura e 624 quilómetros de extensão na base, uma área equivalente ao estado do Arizona, nos EUA. Essa formação rochosa é a maior montanha do Sistema Solar, sendo quatro vezes superior aos monte Everest, que com os seus 8.849 metros é considerado o mais elevado da Terra.
Fonte: Expresso.pt

quinta-feira, 31 de março de 2011

Desbravar os fundos submarinos dos Açores

Mapeamento e projecto Condor estão a «tirar a fotografia» das profundezas do mar


Fauna do fundo do mar funciona como habitat para os peixes (Foto: © Gavin Newman / Greenpeace)
Fauna do fundo do mar funciona como habitat para os peixes (Foto: © Gavin Newman / Greenpeace)
Conhecer o fundo do mar e determinar a sua profundidade é primordial para se perceber as paisagens submarinas que não conseguimos ver. Hoje em dia a tecnologia já permitiu muitos avanços nesse campo e, através de sondas acústicas, já se começa a perceber como variam os fundos marinhos.

Não se trata apenas de "matar a curiosidade", pois a informação adquirida com o mapeamento dos fundos é utilizada para melhor planear todas as intervenções que são feitas depois.

No Departamento de Oceanografia e Pescas (DOP) da Universidade dos Açores (UAç), uma das utilizações primárias destes dados é "salvaguardar os equipamentos de investigação que não podem ser instalados em determinados contextos topográficos", explicou ao "Ciência Hoje" o investigador Fernando Tempera.
A topografia é fundamental também para se conhecer a natureza dos fundos, que têm uma grande influência no tipo de fauna que albergam. Aqueles que são compostos por rocha, "em geral, não permitem a existência de organismos que perfurem muito o substrato, ao contrário dos de sedimentos", referiu.

Por outro lado, estes últimos tendem a ser "menos interessantes do ponto de vista do habitat", pois carecem de sítios ideais para emboscadas, pelo que os peixes não têm onde se esconder e estão mais expostos a predadores. Além disso, organismos que não tenham uma estrutura de fixação suficientemente robusta que penetre no substrato, não se adaptam a fundos de sedimentos, pois são facilmente levados pelas correntes.

De acordo com o biólogo, "não se pretende conhecer o fundo pelo fundo, mas para conhecer a fauna que o habita", sendo que, numa segunda fase, também é feito o mapeamento das comunidades que o frequentam por funcionarem como habitats para os peixes.Desbravar os fundos submarinos dos Açores

Fonte: expresso.pt

Fim dos automóveis convencionais até 2050

Comissão Europeia quer terminar com dependência de petróleo

Medidas pretendem redução de 60 por cento das emissões provocadas pelos automóveis tradicionais.
Medidas pretendem redução de 60 por cento das emissões provocadas pelos automóveis tradicionais.
A Comissão Europeia (CE) propõe o fim dos automóveis convencionais, a gasolina e gasóleo, nas cidades até 2050. A medida faz parte de um plano para tornar o sector dos transportes públicos mais competitivo.

Segundo o comissário europeu de Transportes, Siim Kallas, “é possível terminar com a dependência do petróleo inerente aos meios de transportes sem prejudicar a sua eficácia e a mobolidade”. Kallas falava durante a apresentação da nova estratégia da CE para 2050.
Bruxelas também estabelece objectivos para as próximas quatro décadas: pretende reduzir até 40 por cento as emissões de transportes marítimos e conseguir que 40por cento do combustível utilizado na aviação seja com baixos níveis de dióxido de carbono e que metade das deslocações passem da estrada para os carris ou outros meios de transportes públicos.

No total, estas medidas contribuirão para uma redução de 60 por cento em emissões contaminantes, assegurou a CE, cujo objectivo é uma rede única de transporte europeia para 2050. A comissão pretende igualmente triplicar o volume da rede europeia ferroviária de alta velocidade para 2030.

Para alcançar todos estes objectivos, estima-se que seja necessário um investimento de 1,5 mil milhões de euros, nos próximos 40 anos. Com a substituição dos combustíveis tradicionais por outros alternativos prevê-se uma redução de 50 por cento em 2030 e de cem por cento em 2050 – fomentando a utilização do carro eléctrico, através de facilidades a nível fiscal (a CE ainda não especificou quais). A CE pretende ainda lutar contra os engarrafamentos, fomentar a criação de faixas de rodagem eficientes e melhorar a ligação entre aeroportos e estações de comboio.Fim dos automóveis convencionais até 2050

quarta-feira, 30 de março de 2011

Vento pode impedir que as montanhas cresçam




Planalto de Loess, em Lanzhou, China
Planalto de Loess, em Lanzhou, China
Equipa de investigadores da Universidade de Arizona-led afirmam que o vento é uma força muito mais poderosa na evolução das montanhas do que se pensava.

Na Ásia Central, na zona de Bedrock onde se poderiam ter formado montanhas, foi tudo reduzido a areia, segundo o autor do estudo, Paulo Kapp. “Ninguém pensou que o vento poderia ser tão eficaz”, afirmou o professor de Geociências. “Não se lê nos livros que o vento é um processo importante em termos de quebra de material rochoso”, acrescentou. Até hoje, apenas os rios e glaciares eram exemplos conhecidos de forças que desgastam montanhas e influenciam a sua evolução.
O trabalho dos investigadores, intitulado ‘Wind erosion in the Qaidam basin, central Asia: implications for tectonics, paleoclimate, and the source of the Loess Plateau’, foi publicado na edição de Abril e Maio da GSA Today.

A equipa estima que o vento pode ser de 10 a 100 vezes mais eficaz na erosão montanhas do que se acreditava anteriormente.

Os geocientistas descobriram que o vento pode esculpir rochas através do estudo de gigantescas cristas de rocha formadas pelo vento, chamadas de yardangs.

A investigação inicial da equipa foi realizada através de mapas geológicos da região e imagens de satélite do Google Earth. Então Kapp e sua equipa foram até à Bacia Qaidam, na Ásia Central, para recolher mais informações sobre yardangs, a história da erosão do vento e da poeira.

“Consideramos que, durante os glaciais, quando é mais frio e seco, há uma erosão do vento severa na bacia Qaidam e o pó é empurrado e depositado na direcção do Planalto de Loess”, afirmou Paulo Kapp. O termo ‘loess’ refere-se a depósitos de sedimentos transportados pelo vento. Parte do Midwest, nos EUA, tem grandes depósitos de ‘loess’.

Como explicou o cientista, “até 3000 mil anos atrás, a bacia encheu-se de sedimentos. Então, como um interruptor, o vento virou e os sedimentos na bacia foram soprados para longe”.

Conhecido como o ‘celeiro da China’, o Planalto de Loess é a maior reserva de poeira no planeta Terra. Os cientistas pensavam que a maioria da poeira vinha do deserto de Gobi. Mas Paulo Kapp e colegas sugerem que mais de metade da poeira veio da Bacia de Qaidam. Um dos co-autores do estudo, Pelletier, criou um modelo de computador indicando que a poeira da bacia pode ter formado o planalto.

Actualmente, o vento não tem esses efeitos porque o clima é diferente, explicou Paulo Kapp. Portanto, desde a última Idade do Gelo que terminou há 11 mil anos atrás, os ventos têm soprado a partir do deserto de Gobi em direcção ao Planalto de Loess. Já durante os períodos glaciais, os ventos sopram da bacia Qaidam em direcção ao Planalto de Loess.

Fonte: www.cienciaviva.pt

























terça-feira, 29 de março de 2011

TGV pode produzir energia renovável - Expresso.pt


Ao deslizar sobre os carris, o comboio, com a deslocação do ar, pode acionar pequenas turbinas colocadas entre os travessões que suportam os carris, e que acabam por produzir energia.


Chama-se T-Box, tem uma micro-turbina eólica no seu interior, e será aplicada nos intervalos dos travessões que servem de suporte aos carris.

Ao deslocar-se a uma velocidade de 200 quilómetros por hora, a deslocação de ar provocada pela passagem do comboio (em que o vento soprará a 15 metros por segundo) aciona pequenas turbinas eólicas.

Estas, por sua vez geram um fluxo de energia elétrica renovável que pode traduzir-se em 3.500 watts de potência. mas se o comboio tiver 200 metros de comprimento e se se deslocar a 300 quilómetros por hora, significa que percorre um quilómetro em 18 segundos. Nesse caso as T-Boxes serão capazes de produzir perto de 2,6 KWh.

Ale Leonetti Luparinia e Qian Jiang's T-Box, autores do projeto, garantem que por cada quilómetro poderão ser instaladas perto de 150 T-Box.

Esta solução de geração elétrica poderá ser a ideal para levar energia a locais remotos, atravessados por linhas de comboio (mesmo não sendo TGV), sobretudo a países subdesenvolvidos.

Fonte: Expresso.pt